Intérpretes de LIBRAS e Sinais Internacionais proporcionam comunicação durante a Surdolimpíadas



Transmitir um evento esportivo mundial para a comunidade surda envolve o trabalho de diversos profissionais. Uma das partes mais importantes é o trabalho dos intérpretes de LIBRAS e Sinais Internacionais. Na 24ª Surdolimpíadas, Isaak, Flaviane e Cláudia foram os responsáveis por tornar os conteúdos informativos ainda mais acessíveis para a comunidade surda mundial.


"Eu trabalho como professor de Linguística na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Eu sou doutorando agora em linguagem. Foi uma experiência muito boa estar na Surdolimpíadas, porque é sempre bom a gente praticar a Língua Internacional de Sinais. Eu me senti muito bem em ver como funciona isso, como é a integração da comunidade surda com o mundo durante esse período de competição. Foi realmente um desafio para mim", conta Isaak.


Para Flaviane, a experiência foi desafiadora. "São muitas competições, são novas para nós. A experiência também é de educação, de línguas, de experimentar ver as competições. Foi tudo uma novidade. Foi um desafio a troca de experiências entre nós, os tradutores e também a relação com o grupo de ouvintes, com a equipe de trabalho aqui, adaptações da cultura, nós passando sobre a cultura surda e eles passando sobre a cultura ouvinte

para a gente. Foi bastante aprendizado, aprendemos bastante coisa e isso realmente foi importante", explica.


Cláudia conta que não imaginava trabalhar em um telejornal. "No começo, foi bem difícil, foi um pouco confuso. Consegui criar os elos com os tradutores, mas depois, com o tempo, a prática, quando iam vendo as notícias e tudo mais, a gente conseguiu e foi uma ótima experiência", relata.


Para auxiliar no trabalho dos intérpretes de Sinais Internacionais, os intérpretes de LIBRAS também desempenharam um papel fundamental. William ficou com a responsabilidade de espelhar, em LIBRAS, os roteiros dos telejornais, transmissões ao vivo de diversas modalidades e reportagens. Enquanto Phelipe, por sua vez, foi responsável por auxiliar nas reportagens. Eles contam que o início foi difícil, mas que, com o passar dos dias, a comunicação foi melhorando.


Veja na reportagem de Gabriela Bento Alves:



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