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Oportunidades e Desafios no Mercado de Banda Larga Fixa: Uma Análise para Todo o Ecossistema

José Felipe Ruppenthal


Esta atualização traz novos dados de mercado e reforça o tema central da discussão: o mercado de banda larga fixa no Brasil vive um momento de inflexão.



Ponto de Inflexão [1]



◼ Nos primeiros quatro meses de 2024, adicionamos 982 mil novos acessos à base nacional. Se mantivermos essa média até o final do ano, devemos fechar com uma adição absoluta de acessos um pouco inferior à de 2023. As tendências reais são tema de outra publicação.



◼ Adicionar quase 3 milhões de novos acessos é um grande feito, capaz de gerar inveja em muitos outros mercados, mas é muito inferior ao que vivemos durante o período da pandemia. 



📈 O gráfico fala por si só. Esse período ajudou a pulverizar o mercado, adicionando novas operadoras e mudando drasticamente o market share.



📊 Ou seja, agora vamos crescer como antes da pandemia, mas em um cenário com competitividade 10 vezes maior.



Ponto de Inflexão [2]



◼ O crescimento dos provedores regionais ocorreu de duas formas: 1) Instalando novos acessos onde não havia nenhum; 2) Instalando fibra no lugar de outra tecnologia, seja na sua base ou na do concorrente.



◼ Na parte 2, não há crescimento da base geral, apenas uma troca de acesso de operadora.



◼ Entre 2020 e abril de 2024, adicionamos 16,49 milhões de acessos à base (NET ADD/Adição Líquida), mas nesse mesmo período, adicionamos 26,96 milhões de acessos de fibra.



◼ Muitas operações cresceram tomando o mercado de outras com fibra.



📈 Observem o gráfico: a distância entre NET ADD e acessos em fibra adicionados nunca esteve tão próxima desde 2018.



📣 São mensagens importantes:



◼ A demanda por novos acessos no Brasil foi praticamente atendida com o boom da pandemia. Quem não tinha, agora tem. Existem oportunidades? Sim, mas não como as pré-pandemia.



◼ A outra oportunidade existente no mercado era migrar acessos com tecnologia legada para fibra, mas isso está cada dia mais complexo. Hoje, quase 75% dos acessos não fibra (coaxial, metálico e rádio) estão concentrados em 50 cidades, curiosamente as cidades dominadas pelas grandes operadoras e com baixa participação dos provedores regionais. Em 2018, o cenário era outro.



🔔 A desaceleração exige uma adaptação das operadoras e do ecossistema, que devem buscar novas estratégias para se destacar em um ambiente mais competitivo.



💡 O foco na inovação, na diversificação de serviços e na experiência do cliente será fundamental para o sucesso a longo prazo.


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